Utilização da Dapnhia magna no Ensino Experimental das Ciências
Quarta-feira, 25 de Março de 2009

O aumento de substâncias poluentes no meio aquático tem vindo a pôr em risco a sua função de suporte da vida e a sua utilização para os mais diversos fins.

 

Sendo a água um recurso indispensável, e cada vez mais escasso, é essencial que se faça o seu controlo de qualidade. Esta monitorização passa pela avaliação dos efeitos toxicológicos que diversas substâncias químicas, produzem nos sistemas biológicos. Para avaliar o impacte de efluentes com detergentes ou, outras substãncias químicas, procede-se a aplicação de ensaios de toxicidade.

 

Os ensaios de toxicidade podem ser crónicos ou agudos, e recorrem a organismos que apresentem uma elevada sensibilidade a uma grande variedade de tóxicos (bioindicadores). Uma espécie, com frequência utilizada, em ensaios ecotoxicológicos, é Daphnia magna. De fácil manutenção em laboratório, esta espécie apresenta, também, uma elevada fecundidade e reprodução partenogénica, o que permite a obter populações geneticamente homogéneas; por outro lado, o seu ciclo de vida curto, assegura a produção de descendentes num curto espaço de tempo - quando mantida em laboratório, esta espécie tem, normalmente, juvenis de 2 em 2 dias e precisa de 6 a 10 dias para dar origem à primeira ninhada.

 

 

Ai rio não te queixes, ai que o sabão não mata...                                                        Será que não???

 

Vamos ver quantas sobrevivem a um teste agudo com efluente com detergente...

 

  O trabalho prático que realizamos consistiu na aplicação de teste de toxicidade aguda em Daphnia magna. Os bioensaios pretendiam avaliar o efeito tóxico de um efluente com detergente nos indivíduos, no final de 48 horas de exposição. Para o efeito, foi determinado o CL50, que é a concentração ou dose da substância que provoca a morte de 50% dos organismos expostos.

 

O cálculo da percentagem de mortalidade, atende a seguinte fórmula:

 

% mortalidade = nº de dáfnias mortas x 100

                               nº total de dáfnias       

 

 

 METODOLOGIA

 

*  Preparar as soluções (solução-mãe; soluções diluídas; solução-controlo), conforme indicações que se seguem:

 

100% - solução-mãe (efluente com detergente)

 Solução a 50%: 250ml da solução-mãe a 100% + 250 ml de água mineral

 Solução a  25%: 250ml da solução a 50% + 250 ml de água mineral

 Solução a  12,5%: 250ml da solução a 25% + 250 ml de água mineral

 Solução a 6,25%: 250 ml de solução a 12,5% + 250 ml de água mineral

 Solução controlo: 100% de água mineral 

 

 

* Preparar para cada solução, 4 réplicas (gobelés);

 

* Transferir para cada gobelé (réplica), 50 ml da solução;

 

* Efectuar medições (com um sensor) de pH, percentagem de oxigénio dissolvido e condutividade em cada réplica (às 0 horas);

 

* Transferir para cada gobelé 5 dáfnias juvenis (de idade igual ou inferior a 24 horas);

 

* Manter os gobelés/réplicas num local a 20+/-1ºC; com fotoperíodo de 16 horas de luz branca e 8 horas de escuridão; as dáfnias não devem ser alimentadas durante o ensaio;

 

* Contabilizar o número de dáfnias móveis e imóveis em cada gobelé (réplica);

 

* Efectuar medições de pH, percentagem de oxigénio dissolvido e condutividade em cada réplica (às 48 Horas);

 

* Construir a recta de regressão (Excel);

 

* Determinal o valor de CL50

 

Segundo SILVA, 2008, são válidos os resultados que incluam registos de percentagem de ocxigénio dissolvido igial opu superior a 2 mg/l, e no controlo uma percentagem de imobilidade igual ou inferior a 10%.

 

 

publicado por pulgadagua às 20:29


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